Desenvolvido pela Guard Crush Games, responsáveis pelo excelente Streets of Rage 4, Absolum se mostrou um game muito promissor desde o seu anúncio. Além de um novo beat’em up, o jogo busca oferecer uma narrativa mais envolvente do que muitos games do gênero. Para isso, ele utiliza elementos roguelite para se aprofundar ainda mais nos aspectos narrativos, e também trazendo algo novo para a jogatina.
Junto dessa mistura entre gêneros, o game propõe apresentar um novo universo repleto de histórias e diversos detalhes interessantíssimos de fantasia, o tornando ainda mais chamativo.
Agora, com o game em mãos, fico feliz demais em dizer que o hype valeu a pena. ABSOLUM É ESPETACULAR!
A história de Absolum
No game, somos apresentados ao mundo de Talamh, uma terra repleta de magia e seres incríveis. Contudo, após um tirano tomar o poder, a magia é banida em toda terra, com os seres mágicos sendo caçados. Nisso, um grupo de guerreiros, junto com uma das últimas entidades mágicas sobreviventes, elabora um plano inimaginável para colocar um fim a tirania de uma vez por todas.
O grupo de rebeldes é composto por quatro guerreiros, cada um nascido em um dos territórios de Talamh. A elfa Gallandra, o anão Karl, o sapo Brome e a misteriosa Cider. Cada guerreiros tem suas motivações próprias para querer combater o tirano Rei-Sol, e muitos segredos e misterios aguardam o grupo no decorrer da sua jornada.

No aspecto narrativo, Absolum possui uma história intrigante, com muitas reviravoltas e segredos que, para mim, como fã de RPGs e fantasia, é simplesmente incrível. Todo o desenvolvimento de Talamh e todas as suas regiões, lendas e personagens é feito de forma muito flúida e bem pensada, com a jornada dos quatro protagonistas sendo parte crucial para o jogador entender mais desse mundo.
Em cada local, diversas informações são coletadas pelo jogador de uma forma que em nenhum momento pareça algo jogado ou desconexo. Na verdade, tudo o que se descobre ao longo da gameplay sobre Talamh parece fazer completo sentido com aquele universo, inclusive as coisas mais fantásticas ou “fora da caixa”.
Um mundo digno de grandes RPGs
Outro ponto excelente está na diversidade de conceitos existentes em Talamh. Todas as regiões do mundo, embora tenham seus aspectos únicos, não parecem ser parte de coisas diferentes, especialmente quando sabemos da existência da magia por todo o mundo.
Além disso, essa diversidade de locais, como as motanhas e florestas de Grandery, a mística Yeldrim ou os pântanos de Jaroba, arremente muito a diversos outros jogos ou obras de fantasia. Para os mais familiarizados, não seria incomum lembrar das populares mesas de RPG, com diversas espécies de personagens mágicos e muito mais.

Um mundo como este, aliás, merece uma trilha sonora a sua altura, e Absolum também não decepciona nesse quesito. Com nome gigantes do mundo dos jogos, como Motoi Sakuraba (Franquia Tales, Darksouls), Yuka Kitamura (Darksouls, Elden), Mick Gordon (DOOM), e encabeçado por Gareth Coker (Ori, Halo, Prince of Persia), o jogo conta com diversas músicas belíssimas durante toda a sua gameplay, e uma ambientação de deixar muito AAA por aí com inveja.
A gameplay de Absolum
Além da história e desenvolvimento impecável, a cereja do bolo de Absolum está na sua DELICIOSA gameplay. Tendo o beat’em up como seu gênero principal, a pancadaria do game é extremamente bem feita. Apesar de comandos básicos, cada personagem jogável possui um estilo de jogo diferente, e isso é muito importante para as jornadas do jogador.
Junto a isso, os elementos de roguelite, como melhorias temporárias ao finalizar cenários, melhorias permanentes e caminhos que mudam ao longo da jogatina, tornam a experiência ainda mais interessante. Nenhuma jornada, como são chamadas as runs no game, será semelhante, mesmo quando o jogador decidir traçar caminhos parecidos.

Outro ponto muito bacana da gameplay é que, em muitos momentos, as jornadas contam com eventos aleatórios, como encontros com inimigos diferentes ou eventos narrativos aleatórios. Além de melhorar ainda mais o aspecto narrativo, esses momentos tornam a gameplay mais interessante e, como eu já disse, tornam as jornadas distintas uma da outra, e o fator replay agradece.
Os elementos de roguelite caem como uma luva
Como o título dessa review já diz, a união entre beat’em up e roguelite foi uma junção muito bem feita para o game. Além de dar uma vida mais longa para o jogo, essa junção adiciona um nível maior de dificuldade para a jogatina. Claro, ainda é possível chegar ao final da jornada na primeira tentativa, mas não será uma tarefa fácil.
Com isso, mas melhorias permanentes e temporárias também são muito bem pensadas, tanto para facilitar a vida do jogador, como também para adicionar um aspecto narrativo bem bacanada para o game, pois todas as melhorias fazem parte do intrigante universo criado pela Guard Crush Games.
Conclusão
No fim das contas, Absolum não somente valeu todo o hype, como já se tornou um dos meus jogos favoritos de 2025. Gameplay divertida e bem feita, personagens espetaculares e com uma escrita que encaixa como uma luva no mundo criado, e uma história digna de grandes fantasias de outrora, o jogo sem dúvida não pode passar despercebido na sua lista.
Além disso, ele é mais uma prova do retorno triunfal dos beat’em ups, que graças a estúdios como a Guard Crush Games e a minha queridíssima DOTEMU, estão voltando aos holofotes e mostrando que ainda tem muito a oferecer para os videogames.





















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