Death Stranding 2: On The Beach chega como a aguardada sequência do jogo original. Consagrado como o primeiro lançamento da Kojima Productions, o título dividiu a comunidade no estilo “ame ou odeie”, mas o sucesso foi inegável, tanto que chegou ao PC e Xbox após ser lançado como um exclusivo do PlayStation.
Agora, Hideo Kojima retorna como diretor e não esconde o objetivo de apresentar uma sequência ambiciosa que, apesar de não esquecer a essência do primeiro título, introduz diversas novidades e refina alguns elementos do primeiro que incomodaram parte dos jogadores.
Quatro anos após apresentar o mundo a jornada de Sam Bridges (Norman Reedus), On The Beach se mostra como uma aventura que traz temas diferentes, jogabilidade evoluída e narrativa no estilo que seus fãs gostam. Será que a sequência agradou? Confira em nossa análise!
Death Stranding 2: On the Beach e uma jornada de reconexão
Death Stranding 2: On the Beach inicia com Sam e Lou, agora uma criança, não mais um BB em um jarro, vivendo isolados no México, longe da UCA (United Cities of America). A paz é interrompida quando Fragile (Léa Seydoux) recruta Sam para uma última missão: conectar a Austrália à Rede Quiral, uma internet sobrenatural que une o mundo dos vivos e dos mortos.
Ao contrário do primeiro jogo, em que o foco era a solidão de Sam, a sequência explora temas como família e comunidade. A tripulação do DHV Magellan, inclui novos personagens, como boneco falante Dollman, o enigmático Tarman (George Miller) e a jovem Tomorrow (Elle Fanning).
Apesar de mudar um pouco o tema, não se engane. O jogador irá encontrar uma trama no estilo Hideo Kojima: muitas reviravoltas, monólogos filosóficos (que ficam até cansativos) e vilões espalhafatosos. Inclusive, o temido Higgs (Troy Baker) retorna para atrapalhar a sua vida, mas não irei entrar em detalhes para não esbarrar em spoilers.

A narrativa traz ideias interessantes e o elenco possui uma ótima química, o que rende cenas fantásticas, mas o excesso de explicações torna alguns momentos tediosos. Na realidade, nem tudo precisa ser explicado como em uma aula de faculdade, um pouco de mística faria bem à atmosfera do jogo.
Entregas com diversão
Não se engane, Death Stranding 2: On The Beach ainda é um jogo de entregas, porém ele refina algumas mecânicas do primeiro para que você não se sinta subindo escadas de joelho para pagar promessa.
Basicamente, é como se você fosse promovido de carteiro de bicicleta a entregador de Sedex com carro.
Os veículos, que antes eram mais úteis apenas nas estradas, agora encaram terrenos acidentados tranquilamente. Por exemplo, em uma entrega eu consegui utilizar minha moto para subir a montanha e finalizar a missão em poucos minutos, sem sacrifício.
Para dar mais emoção, o jogo introduziu desastres dinâmicos, que obrigam a repensar rotas. Em determinada entrega, a chuva apertou, me vi preso em uma enchente e não tive escolha a não ser contornar o local inteiro.

Além da facilidade nas entregas, o menu de cargas se tornou mais acessível e opções, como largar a mochila e reorganizar os itens podem ser acessadas rapidamente, sem precisar usar o menu de pausa.
O primeiro Death Stranding foi criticado pela falta de ação e a Kojima Productions ouviu os jogadores. Aqui, você encontra algo próximo de Metal Gear Solid V: muitas opções para lidar com ameaças e variedade de inimigos.
Por exemplo, caso você precise obter um item em determinada base inimiga, você pode se infiltrar como um espião sem entrar em contato com ninguém ou utilizar armas, a escolha é sua e geralmente, não há consequências ou melhor caminho. Isso é excelente porque há total liberdade para lidar com os objetivos.

Apesar destes refinamentos na jogabilidade, as lutas contra chefes continuam decepcionantes. Elas não são ruins, mas extremamente básicas. Você perceberá que o jogo cria uma expectativa, atmosfera de um combate épico, mas no final tudo se resume a atirar em pontos fracos repetidamente, sem nada surpreendente.
Assim como no primeiro jogo, Death Stranding 2: On The Beach traz o multiplayer assíncrono de colaboração online. Estruturas construídas pelos jogadores são compartilhadas pelos outros, o que contribui para o progresso coletivo. Para agradecer, você pode distribuir curtidas, como em uma rede social.
Death Stranding 2: On the Beach é um espetáculo visual
Death Stranding chegou ao PlayStation 4 em 2019 e seus gráficos impressionaram ao utilizar a Decima Engine, criada pela Guerrilla Games e utilizada nos jogos da saga Horizon. Como deu muito certo, faria sentido que a Kojima Productions mantivesse o motor gráfico para a sua sequência e o resultado é melhor do que esperado.
Não irei cravar, mas Death Stranding 2: On The Beach fica entre os jogos mais bonitos já feitos. O realismo dos modelos de personagens, paisagens e efeitos de iluminação são um espetáculo único que contribui para a imersão na aventura.
Os detalhes dos animais, efeitos de degradação da chuva quiral e da física demonstram um trabalho técnico digno de aplausos. O design de personagens é criativo, principalmente dos novos personagens e inimigos, com claras influências de Metal Gear, alguns podemos até dizer que foram homenagens.

Na direção de arte, Kojima mostra porque revolucionou os videogames e entrega enquadramentos criativos, cenas de cair o queixo e momentos inusitados, naquele estilo que somente ele pensaria.
No modo desempenho, o PlayStation 5 base roda em 60 FPS com resolução 4K dinâmica. Mesmo em momentos agitados, o console aguenta o tranco, sem quedas aparentes. O modo qualidade roda em 4K e 30 FPS com ray tracing. O DualSense é utilizado de forma criativa a todo o tempo, como para embalar o bebê, o que contribui para uma experiência imersiva.
A trilha sonora continua tão boa quanto a do primeiro e mistura diversos estilos, como folk, synth-pop e rock alternativo. As músicas entram em momentos específicos, quando você navega pela paisagem e passam uma sensação de contemplação com relaxamento. A dublagem em português brasileiro dá um show, com ótima localização.
Devo investir em Death Stranding 2: On the Beach?
Death Stranding 2: On The Beach é uma sequência poderosa e um dos melhores jogos de Hideo Kojima.
O título refina elementos do antecessor e torna a experiência mais acessível, enquanto aposta na ação para agradar mais jogadores, mas não esquece a essência de entregas.
Por mais que a narrativa ainda tropece nas explicações longas e as lutas contra chefes façam um feijão com arroz, o jogo consegue envolver com temas sensíveis, direção única e gráficos impressionantes. Se você gostou do primeiro Death Stranding, a sequência se torna obrigatória.

Death Stranding 2: On The Beach já está disponível para PlayStation 5.
O Cromossomo Nerd agradece a Giusti Creative PR e PlayStation Brasil por ceder uma cópia do jogo para esta análise.























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