Ghost of Yōtei é a esperada sequência do aclamado Ghost of Tsushima. Produzido pela Sucker Punch, o título chega com a missão difícil de evoluir os elementos que tornaram o seu antecessor excelente, enquanto apresenta novidades na gameplay.
Porém, não se engane: Ghost of Yōtei se passa mais de 300 anos após os acontecimentos de Tsushima, deixando claro que é um título que se passa no mesmo universo, mas não vai se apoiar nos personagens e mitologias criados pelo seu antecessor. Aqui, o jogador encontrará uma experiência nova.
Com uma proposta ambiciosa, uma nova protagonista, narrativa mais pessoal e diversas novidades, Ghost of Yōtei promete ser um dos principais lançamentos em 2025. Será que consegue atingir as expectativas? Confira em nossa análise!
Fantasma da vingança
Ghost of Tsushima trouxe a história de Jin Sakai em sua transição de samurai ao “Fantasma” para enfrentar o exército dos mongóis. Aqui, somos apresentados a Atsu, em uma história bem mais pessoal.
Na região fria de Ezo, Atsu perde a sua família em um ataque por um grupo cruel intitulado os Seis de Yotei, inspirados pela mitologia japonesa. Deixada para morrer, a jovem sobrevive e encarna a figura da onryō, um fantasma da vingança. Porém, ela precisará tomar cuidado para não deixar que esse ódio a transforme em algo pior e altere a sua própria natureza.
É verdade, uma história de vingança é algo batido e feito milhares de vezes no entretenimento, mas isso não torna a narrativa de Ghost of Yōtei desinteressante. A Sucker Punch dá um peso dramático que envolve o jogador, principalmente ao mostrar alguns eventos marcantes do passado de Atsu.

Os Seis de Yotei são vilões fascinantes, não apenas visualmente. Eles trazem um recorte da cultura violenta e demonstram a brutalidade da época. Atsu age com crueldade contra os inimigos, mas seu diferencial é questionar a violência em que está mergulhada.
Ghost of Yōtei é dividido por capítulos, mas o senso de progressão é desigual. Por exemplo, você pode passar dezenas de horas no primeiro ato, enquanto os outros transcorrem rapidamente e tiram o impacto de certos acontecimentos. Felizmente, os personagens marcantes diminuem esse problema.
A história principal pode ser terminada por volta de 30 horas, mas as missões secundárias dão praticamente 20 horas a mais. Elas são bem interessantes por apresentarem elementos de mitologia japonesa e contribuem para a imersão.
Lâmina mortal
Em jogabilidade, Ghost of Yōtei aproveita a base de Tsushima para refinar o que já era bom. Aqui, o combate continua excelente: rápido, responsivo e brutal. A evolução vem no formato de armas e não das posturas de Jin. Atsu conta com um arsenal variado que traz diferentes estilos de luta.
Há a katana tradicional, o par de katanas, o odachi (uma espada maior e pesada), o yari (lança) e a kusarigama (foice com corrente). Atsu também carrega dois tipos de arco, armas de fogo históricas e diversos itens secundários, como bombas e facas de arremesso.
Essa variedade de armas cria uma dinâmica semelhante a um jogo de pedra-papel-tesoura em escala maior, em que cada arma tem vantagens contra tipos específicos de inimigo. Saber quando as utilizar é o caminho para a vitória.

A transição entre equipamentos é fluida e incentiva o improviso. Combinar golpes pesados com ataques rápidos, ou alternar entre armas de curto e longo alcance, transforma cada batalha em banho de sangue. O sistema de parry continua minucioso, mas recompensador, e os duelos individuais permanecem épicos.
Para variar com a ação, Ghost of Yōtei também inclui furtividade. Ela não é tão rigorosa, o que torna as missões de infiltração divertidas e também criativas, já que incentiva o jogador a tomar decisões inusitadas e não pune por deslizes.
Uma das maiores evoluções de Ghost of Yōtei em relação a Tsushima é o mundo aberto. Aqui, o vento continua como seu guia, mas Atsu conta com uma luneta para observar o horizonte e marcar pontos de interesse. Com isso, você abre o mapa com menos frequência e faz a exploração ser mais imersiva.

Ezo é uma região vasta e variada com montanhas cobertas de neve, florestas densas, rios cristalinos e campos abertos. Cada bioma é criado cuidadosamente e passa a sensação de estar em um lugar vivo e grandioso.
Mesmo com tantas evoluções e novidades, o jogo não escapa de um dos problemas do gênero: a repetição. Porém, como sempre há uma nova técnica ou melhoria de equipamento para obter, vale o esforço.
Quase um filme
Graficamente, Ghost of Yōtei é um dos jogos mais bonitos do PlayStation 5. A Sucker Punch faz um trabalho impressionante e cuidadoso para reconstruir a região de Ezo e contar uma história inspirada no cinema japonês, com forte influência na obra de Akira Kurosawa.
A direção de arte adota cores vibrantes, contrastes entre luz e sombra e uma escala épica de cenários para criar cenas de tirar o fôlego e envolver o jogador na jornada de Atsu. Em diversos momentos, o jogador realmente se sente como em um clássico do cinema japonês.
Na parte de desempenho, Ghost of Yōtei é também impressionante. O jogo utiliza o SSD para carregamento praticamente instantâneo, mesmo com um mundo aberto tão grande. Nos modos gráficos com 4K nativo a 30 FPS e 4K dinâmico a 60 FPS. No segundo, há algumas quedas na taxa de quadros, mas nada que incomode.

Ghost of Yōtei é um jogo que surpreende também no uso do DualSense. Muitas vezes ignorado ou mal aproveitado pelos estúdios, a Sucker Punch utiliza a criatividade para transformar o joystick em instrumento musical, pincel e outras ferramentas para aprofundar a jogabilidade.
Em trilha sonora, o jogo mistura instrumentos japoneses clássicos com composições modernas para entregar músicas memoráveis que contribuem para momentos épicos. A mixagem é feita de forma cuidado para uma experiência realista.
Ghost of Yōtei está totalmente traduzido para português brasileiro e conta com dublagem em nosso idioma. O trabalho é excelente, mas recomendo escolher pelas vozes em japonês para uma experiência mais imersiva.
Devo investir em Ghost of Yōtei?
Ghost of Yōtei é um dos jogos mais impressionantes do PlayStation 5 e uma sequência que supera seu antecessor em todos os pontos. O jogo não reinventa o gênero, mas refina tudo o que já bom para entregar uma experiência envolvente, divertida e viciante.
O jogo acerta em se afastar da trama de Tsushima e trazer Atsu, uma protagonista diferente e com motivações pessoais, enquanto o combate variado, o mapa aberto imersivo e os gráficos espetaculares são a receita para um dos melhores jogos no catálogo da Sony.

Ghost of Yōtei já está disponível exclusivamente para PlayStation 5.
*O Cromossomo Nerd agradece a PlayStation Brasil e a Giusti Comunicação por nos fornecer uma chave de acesso para esta análise.






















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