Quando Hogwarts Legacy chegou ao Nintendo Switch original, causou espanto por simplesmente rodar naquele hardware. A versão era recheada de cortes em relação às demais plataformas, incluindo: gráficos simplificados, texturas lavadas, pop-in excessivo e loadings intermináveis que quebravam completamente a imersão.
Na época, ficava difícil imaginar que um mundo aberto tão ambicioso, cheio de detalhes e carregado de magia pudesse ter sido comprimido para o console anterior da Nintendo sem sacrificar muito da sua essência.
Agora, com o lançamento do Switch 2, a história muda de figura. O novo console da Nintendo entrega um salto técnico significativo, oferecendo uma experiência muito mais próxima do que víamos no PS4 Pro e, em alguns aspectos, até remetendo ao Xbox Series S.
Graficamente, as melhorias são visíveis: iluminação e sombras ganham profundidade, texturas têm mais definição e a resolução atinge 1440p no modo dock, com uma bela apresentação em 1080p no modo portátil, aproveitando o novo painel HDR.
Além do visual, o desempenho merece destaque. O Switch 2 roda Hogwarts Legacy de forma estável, mantendo a meta de 30 quadros por segundo na maior parte do tempo, uma performance que supera inclusive o que vimos no PC em momentos pontuais, quando testamos o jogo com tudo no alto e encontramos quedas em transições de áreas e em cenas mais exigentes.

A transição entre Hogsmeade e Hogwarts, por exemplo, agora acontece sem carregamentos visíveis, e os loadings gerais foram drasticamente reduzidos para cerca de 10 segundos. A experiência, portanto, é mais fluida e imersiva.
O Switch 2 ainda trouxe novidades interessantes no controle, como o modo “mouse” que permite utilizar um Joy-Con para mirar com maior precisão, além de sensibilidade ajustável. Embora seja um recurso criativo, ele acaba sendo mais útil fora do combate, quando o jogador está explorando e examinando os detalhes do ambiente. Ainda assim, o simples fato de termos essas opções demonstra o cuidado da Avalanche Software em adaptar Hogwarts Legacy ao ecossistema Nintendo, algo que reforça a percepção que tivemos em nossa análise original: trata-se de um RPG robusto e surpreendentemente rico, capaz de capturar o que os fãs sempre imaginaram sobre viver como um aluno de Hogwarts.

No entanto, nem tudo é perfeito. Embora o Switch 2 melhore a performance de forma expressiva, pequenos bugs e imperfeições persistem, seja na física um tanto excêntrica das capas, que ainda se comportam de maneira estranha em alguns momentos, ou no visual dos cabelos dos personagens, que apresentam brilho e transparência incomuns quando vistos de perto. São detalhes que não comprometem a aventura como um todo, mas evidenciam que esta versão, apesar de superior à anterior, não alcança a mesma polidez que vemos nos consoles mais poderosos.
Para quem viveu a decepção de tentar jogar Hogwarts Legacy no primeiro Switch, a nova versão se mostra quase como um “feitiço reparador”. A performance melhorada, os gráficos mais definidos e a experiência geral mais coesa garantem que explorar os corredores de Hogwarts, voar pelos céus em uma vassoura e enfrentar as ameaças da trama se tornem prazerosos mesmo em um console portátil, algo que parecia impossível há poucos meses.
Assim, se você já ficou encantado com o jogo no PC, como ressaltamos em nossa análise anterior, saiba que o Switch 2 entrega uma forma muito competente e prática de revisitá-lo, especialmente para quem deseja a portabilidade como diferencial.

E para quem ainda não embarcou nesta jornada, a experiência no Switch 2 finalmente faz jus à proposta de ser um dos jogos mais completos e envolventes ambientados no Mundo Mágico, mesmo que a história principal ainda tropece em clichês e os inimigos insistam em colocar aranhas em excesso no nosso caminho.
Por fim, o que fica é a constatação de que Hogwarts Legacy segue sendo uma das experiências mais imersivas para os fãs de Harry Potter, e a chegada dele ao Switch 2 representa não só uma vitória técnica, mas também a democratização da magia em um formato portátil.
Se no PC a aventura já havia conquistado nossa equipe pelo cuidado com o mundo e as possibilidades de interação, no Switch 2 ela se torna ainda mais atraente pela liberdade de se viver tudo isso em qualquer lugar, com muito menos sacrifícios visuais e técnicos.
*O Cromossomo Nerd agradece à WB Games Brasil pela chave para a produção deste texto.























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