Romeo is a Dead Man | Suda51 livre, leve e solto, seja isso bom ou não — ANÁLISE

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Novo projeto de Suda51, Romeo is a Dead Man foi anunciado de surpresa há poucos meses com um trailer ao estilo do seu criador, bizarro, com humor clássico do japão e muita pancadaria. Com o toque já conhecido do autor, o game prometia ser mais um grande jogo de ação.

Agora, com o game em mãos, posso dizer que sim, mais uma vez Suda51 trouxe um baita jogo com direito a tudo o que o autor gosta de apresentar. Seja para o bom ou para o ruim.

A história de Romeo is a Dead Man

No game, acompanhamos a jornada de Romeo, um jovem membro da polícia da cidade de Deadford. Ao resgatar uma jovem com amnésia no meio da estrada, Romeo se vê numa jornada sem precedentes, principalmente após a jovem, chamada Juliet, desaparecer misteriosamente após um ataque de forças sobrenaturais.

Romeo is a Dead Man

Para piorar, o ataque causou ferimentos mortais em Romeo, que só sobreviveu graças a genialidade do seu avô, que o colocou em uma espécie de armadura futurista que o mantém vivo, ou quase isso. Agora, Romeo e seu Avô se juntam ao FBI em uma aventura que vai muito além do sobrenatural, como também passa por todo espaço-tempo.

Toda a trama de Romeo is a Dead Man é um clássico de Suda51, uma mistureba sem tamanho que, de alguma forma, consegue ser cativante e fazer sentido para os jogadores. Além disso, ela conta com uma gama de personagens interessantes e que possuem carisma o suficiente para não se tornarem apenas “NPC’s padrões”. Além disso, o autor claramente buscou homenagear os clássicos Tokusatsus de outrora, e é uma homenagem digna para o gênero.

Trilha Sonora do jeito que um game como esse merece

Outro ponto extremamente positivo do jogo está na sua trilha sonora, que segue a visão extremamente criativa e maluca do seu idealizador. Toda a trilha, tanto nas cutscenes quanto nas fases, auxiliam não somente na imersão, como nas sensações que os jogadores devem ter em certos momentos.

A gameplay de Romeo is a Dead Man

Aqui, assim como outros jogos de Suda51, o jogo possui uma variedade de mecânicas e detalhes que, caso você seja marinheiro de primeira viagem nos jogos do autor, pode ser uma bagunça. O game é um hack n’ slash clássico, com diversas armas disponíveis, itens para melhorar seus status e muito mais.

Na parte das armas, embora as preferências possam variar de jogador para jogador, senti que, no fundo, não havia necessidade de variação. Apesar de ter desbloqueado todas armas de curto e longo alcance, no fim do dia, só utilizei uma arma de curto alcance, a espada base, e duas de longo alcance. A segunda opção, de fato, podem ser bem úteis no combate, sobretudo em inimigos mais fortes ou chefões, que possuem pontos fracos que causam mais dano.

Romeo is a Dead Man

As armas podem receber upgrades com itens que o jogador pode conseguir nas fases ou em áreas bonus, e isso também melhora o combate. Mas, mais uma vez, não me parece que havia necessidade de uma variedade de armas corpo a corpo. Faria mais sentido, pelo menos ao meu ver, uma árvore de habilidades para Romeo, com novos combos, golpes e etc, que foi algo que senti falta na gameplay.

Outro ponto que acho que podia ter sido melhorado está nos itens que podem ser usados pelo jogador durante a jogatina. Claro, existem os clássicos que restauram saúde e “mana”, que aqui no jogo seria “sangue”, mas há uma série de itens que, pelo menos nas quase 13 horas de gameplay que possuo atualmente, se utilizei muito foi uma vez, e não mudou em praticamente nada no jogo.

Outras coisas além da pancadaria

A gameplay de Romeo is a Dead Man ainda conta com uma série de outras coisas além da pancadaria clássica, e elas também mostram a criatividade de Suda51. A mais interessante, e engraçada delas, foi a mecânica de plantar os chamados de “Bastardos”, monstros que são coletados nas fases e, após plantados e colhidos, podem auxiliar Romeo com diversas habilidades únicas.

Romeo is a Dead Man

 

Além disso, a mecânica para realizar melhorias no personagem, onde o jogador basicamente precisa jogar um “minigame” para capturar upgrades, também é muito interessante. Ambas essas mecânicas precisam da mesma “moeda” para serem usadas ou melhoradas, portanto, o jogador deve pensar com calma nas suas prioridades na hora de buscar upgrades.

Essas partes de gameplay, junto com o combate e a variedade de inimigos nas fases, torna a jogatina de Romeo is a Dead Man muito interessante. Para fãs do gênero Hack n’ Slash, ou para fãs de Suda51, o game não deixa a desejar.

Conclusão

Suda51, mais uma vez, fez um jogo exatamente como o mesmo tinha em mente. O jogo é uma prova que o autor ainda possui muito a oferecer para os videogames, mesmo que haja tropeços em certos aspectos. Para fãs do autor, e do hack n’slash, é uma excelente adição. Para novatos, talvez possa servir como uma experiência e tanto neste mundo bizarro e maluco.

*O Cromossomo Nerd agradece a GRASSHOPPER MANUFACTURE INC. e Renaissance PR por fornecer uma chave de acesso no PS5 para esta análise.