Shadow Labyrinth | Uma releitura bizarra do Pac-Man — ANÁLISE

0
499

Celebrando 45 anos de existência em 2025, o icônico Pac-Man recebeu uma releitura um tanto quanto bizarra em Shadow Labyrinth. O novo game traz uma nova visão para o personagem e seus companheiros, além de homenagear outros games da época mas, ao mesmo tempo, sendo algo novo.

Tendo experimentado o game, podemos dizer que é, definitivamente, uma releitura bizarra de um icônico personagem. E isso possui seus pontos positivos e negativos.

A história de Shadow Labyrinth

No novo game, controlamos o Nº 8, um corpo criado por um misterioso robô chamado PUCK. Junto do seu criador, eles partem em uma jornada para tentar escapar de uma prisão misteriosa, e no meio disso, muitas reviravoltas sobre quem de fato é PUCK são reveladas.

Shadow Labyrinth

 

Embora, a princípio, a proposta pareça interessante, sobretudo graças ao mistério envolvendo essa nova versão do Pac-Man, o game se torna bem aquém do que poderia ser. A narrativa, embora possua seus momentos, tem uma estrutura muito similar a outros jogos que, honestamente, fizeram um melhor trabalho.

Dito isso, esse ponto não é apenas problemas. Sem dúvida nenhuma existe uma história bem interessante aqui, com personagens chamativos e um desenrolar interessante. Contudo, em nenhum momento isso de fato me instigou, e tanto os protagonistas quanto os coadjuvantes da trama não me chamaram tanta atenção.

Ainda assim, o game tenta criar um universo rico em espécies e mundos diferentes, e isso eu aplaudo. Em muitos momentos da jogatina me vi admirando alguns cenários mostrados no game, que se diferenciavam bastante de outros que eu acabara de passar. Ainda assim, isso não torna a estrutura narrativa boa o suficiente para sustentar a atenção do jogador, sobretudo se você não for um mega fã ou conhecedor da história e legado do Pac-Man.

Não existe trilha sonora?

Falando em não chamar atenção, fiquei decepcionado com a trilha sonora de Shadow Labyrinth. Embora ela tenha seus momentos, que podem causar uma boa imersão, boa parte das trilhas do game me passaram despercebido, quase como se elas não existissem. Isso atrapalha ainda mais a narrativa de contar uma história interessante, sobretudo quando toca em assuntos cruciais para a trama.

A gameplay de Shadow Labyrinth

No início, especialmente devido ao episódio especial do game em Secret Level, eu fui levado a crer que Shadow Labyrinth teria elementos de roguelike misturados com metroidvania. No fim, me precipitei, e temos aqui um metroidvania desde seu início.

Shadow Labyrinth

Apesar de ser fã do gênero, aqui o metroidvania não me conquistou tão bem como deveria. Não me leve a mal, existem vários elementos aqui que, se despertarem o interesse do jogador, podem ser responsáveis por horas de jogatina. Contudo, nada do que vi durante a gameplay me pareceu bom o suficiente para ser engajante.

O combate possui um nível de dificuldade que ou é algo extremamente fácil e rápido, ou é um verdadeiro show de horrores. Essa dicotomia, apesar de desafiadora, se repete ao longo das fases ao ponto de exaustão, e apesar da diversidade de inimigos, algo também positivo, não se torna algo deveras chamativo.]

A exploração também não é algo de outro mundo. Na verdade, é o mais básico do básico. Contudo, senti falta de um direcionamento em certos momentos. Claro, é um metroidvania, é interessante deixar o jogador explorar sem nenhuma direção específica, mas também é interessante saber direcionar o jogador que apenas busca pelo avanço da narrativa, sem deixar a experiência cansativa.

As outras “homenagens”

Além de Pac-Man, Shadow Labyrinth também conta com uma leva de outros personagens dos arcades de outrora da Bandai Namco. E assim como o pequeno comedor de fantasmas, são versões reimaginadas destes personagens. Apesar dessas referências não serem nada demais, eu me pergunto se este jogo não poderia se tornar algo maior se não ficasse preso a estas homenagens e referências.

Conclusão

Em resumo, Shadow Labyrinth parece ser um produto que busca um público que dificilmente o receberá, as pessoas que jogaram tudo referenciado na sua época. Claro, existem os fãs de outros tempos, mas talvez, com o que foi feito aqui, o resultado não seja bem o esperado.