Star Wars Outlaws é o primeiro jogo de mundo aberto da franquia, desenvolvido pela Massive Entertainment em parceria com a Ubisoft e a Lucasfilm Games. Assim como a versão de Nintendo Switch 2 de Cyberpunk 2077, muitas pessoas estavam curiosas de como o pequeno portátil iria lidar com um jogo de alta escala, e o resultado não poderia ser melhor.
A história se passa entre O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi, colocando o jogador na pele de Kay Vess, uma contrabandista tentando realizar um último grande assalto enquanto lida com facções criminosas e o próprio Império. Diferente de outros títulos que focam nos Jedi, aqui vivemos o submundo do crime: exploração de planetas, reputação com facções, missões paralelas, combates com blaster, pilotagem da nave Trailblazer e o apoio de Nix, seu pequeno companheiro capaz de distrair inimigos e ajudar em furtos.
O grande desafio: Portar uma galáxia para o Nintendo Switch 2
Depois do anúncio da chegada do game para o Nintendo Switch 2, o port era visto como o grande teste do novo console. Depois de anos de ports limitados no Switch original e com diversos jogos problemáticos, havia uma grande dúvida se Outlaws conseguiria manter sua escala relativamente ambiciosa sem se tornar irreconhecível. A boa notícia: o resultado mostra que a nova arquitetura da Nintendo realmente é impressionante e caso os desenvolvedores trabalhem bem, tudo é possível
Como esperado, o título roda mirando em 30 FPS. Mas a diferença está em como o Switch 2 lida com isso: suporte a VRR (taxa de atualização variável), LFC (compensação de baixa taxa de quadros) e a saída de 120 Hz dão uma suavidade única tanto no modo portátil quanto em TV’s compativeis. Mesmo com algumas quedas ocasionais, a fluidez é consistente e muito superior ao que víamos em port de jogos no Switch 1, como por exemplo o Hogwarts Legacy.
A mesma galáxia muito, muito distante
Em um comparativo direto com a versão do PS5 onde fizemos a review original do game, obviamente ele entrega texturas mais polidas, vegetação detalhada e iluminação sem cortes. Já no Switch 2, há reduções visíveis em sombras, draw distance e densidade de NPCs, mas o port impressiona pelo equilíbrio, principalmente se jogar no modo portátil.
O console aplica técnicas de Ray Tracing simplificado e aceleração por machine learning, que seguram a qualidade sem comprometer tanto a performance. O resultado é um jogo que, embora “abaixo” da versão de PS5, não parece uma versão de gerações atrás, algo impensável em consoles Nintendo até pouco tempo. Na dock, o jogo mantém resolução mais estável e aproveita melhor os efeitos visuais.
Já no modo portátil, há quedas perceptíveis de nitidez e serrilhados mais visíveis, mas ainda assim a experiência se mantém jogável e imersiva. É um caso em que a portabilidade se torna um diferencial real: levar um jogo desse tamanho para qualquer lugar é impressionante. Graças ao novo SSD do Switch 2, os tempos de carregamento são bem curtos, aproximando-se do que vimos no PS5. A diferença existe, mas está longe dos loadings intermináveis que marcaram o Switch anterior.
Conclusão
A versão de Star Wars Outlaws para o Nintendo Switch 2 mostra que ports AAA já não precisam ser sinônimo de cortes agressivos no sistema da Nintendo. Apesar de rodar a 30 FPS e com algumas concessões gráficas, o jogo se mantém bonito, estável e, acima de tudo, fiel à escala do original.
Comparado ao PS5, claro, há perdas visuais e de fluidez. Mas como prova para o novo hardware portátil, o resultado é excelente. Outlaws não só funciona bem no Switch 2, mas ele abre caminho para que futuros lançamentos de peso cheguem ao console sem medo. Lançamento esses que em breve vamos ter oportunidade de testar com Final Fantasy VII Remake Intergrade e Resident Evil: Requiem
























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