Existem poucos momentos na história dos videogames em que uma série alcança o seu auge criativo. E com Mario, esse momento aconteceu justamente em um dos seus consoles mais revolucionários. Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 representaram o ápice da experiência 3D, unindo imaginação, precisão de jogabilidade e uma genialidade no design de fases que poucos jogos conseguiram igualar até mesmo hoje em dia.
Na era do Nintendo Wii, esses dois títulos elevaram o gênero de plataforma a um novo patamar, transformando o simples ato de pular em um desafio contra a gravidade e encantava por sua originalidade.
Agora, com o relançamento no Nintendo Switch, essa dupla de clássicos retorna para reafirmar por que o período “Galaxy” é, até hoje, a fase mais inspirada de toda a trajetória de Mario.
Ápice da criatividade da franquia
Mais de quinze anos se passaram desde que Super Mario Galaxy redefiniu o que significava jogar um título de plataforma 3D. Hoje, revisitar essa jornada no Nintendo Switch 2 é testemunhar o quão ambicioso o projeto foi e perceber ainda mais como, mesmo diante da evolução tecnológica e das novas tendências da indústria, que Super Mario Galaxy permanece impecável, intuitivo e incrivelmente moderno.

No relançamento, o que já era impressionante no Wii ficou ainda melhor, com resolução em 4K no modo dock, aliada a 60 quadros por segundo estáveis, faz com que a viagem interplanetária de Mario pareça mais fluida e viva do que nunca.
Os planetas esféricos, antes limitados pela tecnologia de 2007, ganham um novo brilho, com texturas mais nítidas e profundidade aprimorada. Ver Mario correndo de cabeça para baixo em mundos minúsculos ou pulando de um asteroide ao outro continua sendo uma experiência visual e mecânica fascinante.

O equilíbrio entre desafio, exploração e inovação é o que mantém esses jogos pulsando. Super Mario Galaxy não se contenta em ser apenas divertido, ele desafia o jogador a compreender novas formas de movimento, gravidade e perspectiva.
Cada planeta introduz uma ideia inédita, raramente repetida, o que mantém a sensação de descoberta constante do início ao fim. Esse ritmo dinâmico e criativo é o que transforma a jornada em algo tão memorável, mesmo para quem já a jogou antes.
O uso criativo da gravidade segue sendo uma das maiores realizações de design do jogo, aqui a Nintendo transformou uma limitação técnica em um recurso de jogabilidade, criando uma física única que redefine a noção de espaço. Jogar Super Mario Galaxy hoje é perceber como a equipe da Nintendo estava décadas à frente no que diz respeito a design inteligente, algo que nem mesmo muitos títulos modernos conseguem replicar com a mesma naturalidade.
Controles adaptados para a nova geração
No Switch 2, os Joy-Con cumprem o papel que o Wii Remote desempenhava com maestria. Os controles por movimento retornam de forma fiel, especialmente nos minigames e seções que exigem precisão, mas agora com uma calibragem mais sensível e estável.
Os minigames clássicos foram portados com fidelidade impressionante, preservando o charme original e se beneficiando da fluidez da nova geração. Jogar no modo portátil também é uma experiência confortável e fluida, algo impensável na época do Wii.

Super Mario Galaxy 2, lançado originalmente em 2010, reforça ainda mais que hardware potente nunca foi sinônimo de um jogo bom. A introdução de Yoshi adiciona novas camadas à jogabilidade, oferecendo mecânicas de velocidade, voo e manipulação de objetos que expandem o repertório criativo do primeiro jogo.
É uma sequência que entende seu papel: não reinventar, mas aperfeiçoar. E nessa missão, ela alcança a perfeição.
Som, Trilha e Ambientação
Se a jogabilidade é o corpo de Super Mario Galaxy, a trilha sonora é sua alma. A decisão da Nintendo de apostar em uma orquestra completa para a trilha foi um divisor de águas não apenas para a franquia, mas para os games em geral. E revisitar essas composições no Switch 2 é como ouvir uma sinfonia espacial ainda mais grandiosa.
As melodias orquestradas continuam intocáveis, com arranjos que alternam entre a aventura heroica e a contemplação do espaço. Cada fase possui sua identidade musical, e o trabalho de som remasterizado dá um novo fôlego aos instrumentos e efeitos antes comprimidos pela limitação do Wii.
O som dos planetas girando, o eco das estrelas sendo coletadas e o silêncio do espaço entre um salto e outro criam uma ambientação imersiva. A cada nova galáxia, as composições parecem reagir à jornada e dão uma sensação de continuidade e progresso que dificilmente conseguimos ver hoje em dia.
Conclusão e Veredito
Apesar de hoje em dia praticamente todas as empresas lançam remasters ou remakes, o relançamento de Super Mario Galaxy 1 e 2 no Nintendo Switch é uma homenagem à fase mais criativa e inspirada da história de Mario. Com gráficos em 4K, desempenho suave a 60 fps, e suporte completo aos Joy-Con, a experiência se mantém fiel e ainda mais prazerosa.
O que realmente chama a atenção, porém, é a inclusão de legendas em português do Brasil, um gesto simples, mas extremamente significativo. É um sinal claro de que a Nintendo reconhece finalmente a importância do público brasileiro um dos mais apaixonados do mundo e com forte laço emocional com o mascote bigodudo.




















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