Desde meus primeiros passos na saga Yakuza, sempre acompanhei a evolução do RGG Studio com paixão e para mim, cada novo lançamento é um pedaço de uma história maior, um universo que mistura gangster japonês, humor bizarro, melodrama e porradaria.
Por isso, quando a SEGA anunciou os ports de Yakuza Kiwami 1 e 2 para o Switch 2, eu fiquei imediatamente empolgado: seria minha chance de revisitar a lenda de Kiryu em seu auge, agora com melhorias técnicas que prometiam dar nova vida aos clássicos.
Em Yakuza Kiwami 1, acompanhamos Kazuma Kiryu em um dos momentos mais marcantes de sua vida: em 1995, ele assume a culpa por um assassinato cometido por seu melhor amigo, Nishiki, para proteger Yumi, alguém que sempre considerou família.
Kiryu passa dez anos preso e, ao sair, encontra uma Kamurocho irreconhecível, com Nishiki transformado em um líder cruel, Yumi desaparecida e 10 bilhões de ienes roubados do clã Tojo. Sua vida muda de vez ao conhecer Haruka, uma menina conectada a esse mistério, levando Kiryu a uma jornada de redenção, sacrifício e reencontros dolorosos.

Já Yakuza Kiwami 2 se passa um ano depois, colocando Kiryu novamente no centro de uma crise: o assassinato do quinto presidente do clã Tojo inicia uma guerra com a Omi Alliance, a maior organização criminosa do oeste do Japão.
Para impedir um conflito devastador, Kiryu deve enfrentar Ryuji Goda, o temido “Dragão de Kansai”, enquanto seu passado se entrelaça à história da detetive Sayama Kaoru, que se torna peça fundamental tanto no caso quanto na vida pessoal de Kiryu.
Desempenho e visual
No Switch original, Kiwami 1 já era um port competente, mas sofria com quedas e framerate instável. No Switch 2, o salto é evidente: a taxa de quadros se aproxima do 60 fps estável, tornando a exploração de Kamurocho muito mais fluida, especialmente em áreas cheias de NPCS. A sensação de caminhar pela cidade fica mais responsiva e imersiva.

Além disso, a versão Switch 2 traz texturas um pouco mais polidas: letreiros de neon brilham com mais definição, fachadas de lojas parecem mais reais e até os detalhes no terno do Kiryu, botões, dobras, tecido se destacam como nunca.
Reflexos sobre o asfalto molhado, após chuva, mostram profundidade e realismo. Tudo isso sem inflar demais o tamanho do jogo: curiosamente, Kiwami 1 ocupa 20,2 GB no Switch 2, menos do que os 22,9 GB da versão original, economizando espaço enquanto melhora a experiência.
Kiwami 2, Visual impressionante, mas não perfeito
Para Kiwami 2, o uso do Dragon Engine (mesmo motor de Yakuza 6) marca uma evolução visual clara. Mesmo assim, há evidências de upscaling: em alguns momentos há artefatos visuais, especialmente nas bordas de personagens em movimento, sugerindo filtragem de textura não tão agressiva. No entanto, a implementação geral é muito boa, mesmo em locais cheios, o jogo entrega uma imagem estável e relativamente limpa.

No modo portátil, a versão do Switch 2 alcança visuais que, para mim, superam até os ports de PS4 ou Xbox One pela suavidade dos serrilhados e pela forma com que o ambiente se comporta. Mas há um ponto relativamente frustrante: a interface (menus, retratos em 2D) não escala bem em telas com resolução maiores (como monitores 4K ou 1440p), ficando borrada em determinados momentos.
Jogabilidade e combate: impacto real da performance
Com o framerate aprimorado para 60f, o combate em Kiwami 1 ficou muito mais satisfatório. Em encontros intensos, especialmente quando muitos inimigos entram em cena, a experiência continua lisa, diferente da versão Switch 1, onde momentos de super moves ou mecânicas mais pesadas podiam parecer truncados e relativamente travados.
Já em Kiwami 2, a performance também impressiona, mas com certos problemas. Diferente dos 60fps do primeiro kiwami, aqui o alvo é 30 fps. Para algumas pessoas até pode parecer justo, mas para os padrões de 2025 deixa a desejar, e muito.
Porém, no geral o jogo roda bem, mas há quedas notáveis em áreas movimentadas de Kamurocho e Sotenbori. Mini-games como karaoke as vezes sofrem com “frame pacing”: as notas podem trepidar, o que tira um pouco da experiência. Essa instabilidade é mais perceptível no modo portátil, mas aparece também no dock.

Ainda assim, a fluidez é muito melhor comparada a versões anteriores de outras plataformas. As lutas com chefes específicos podem parecer mais justas ou até mais fluídas, dependendo de como o motor lida com múltiplos efeitos visuais. Se patches futuros corrigirem essas oscilações, a versão do Switch 2 tem potencial para ser a mais recomendada para Kiwami 2.
Outro ponto altamente positivo é o tempo de carregamento: por ser uma versão nativa projetada para armazenamento mais rápido, os loading times são dramaticamente menores, especialmente comparados a outras versões.
Uma das melhores versões do jogo
Um dos grandes acertos da versão Switch 2 é como o jogo lida com saves: se você jogava no Switch original, basta instalar a nova versão e seus dados de progresso migram automaticamente, desde missões completadas, personagens, estatísticas, tudo é transferido. Isso elimina uma preocupação enorme para fãs pois não é preciso recomeçar do zero.
Como um fã de longa data da saga Yakuza, revisitar Kiwami 1 e Kiwami 2 no Switch 2 foi algo que eu nem sabia que precisava, até jogar. A combinação entre nostalgia e refinamento técnico me conquistou: poder revisitar Kamurocho de forma portátil com fluidez, visual renovado e tempos de carregamento muito melhores é um presente para quem acompanhou desde os primeiros jogos.
Se você já jogou esses títulos em outras plataformas, a atualização vale a pena. E se você está começando agora especialmente no Switch esta versão pode ser a melhor porta de entrada para a lendária história do Dragão de Dojima.
*O Cromossomo Nerd agradece a Sega por disponibilizar uma cópia do jogo para análise!






















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