Invincible VS | Desperdício de um grande potencial — ANÁLISE

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Anunciado em junho de 2025, Invincible VS, da QuarterUP e do Skybound Studios, prometia trazer as intensas e violentas batalhas das histórais de Robert Kirkman e da série da Amazon Prime Video para os videogames. Além disso, o jogo traria uma história inédita neste universo, com o protagonista e seus aliados enfrentando uma nova ameaça.

Com o game em mãos, infelizmente é nítido que ele possui diversos problemas, tanto em gamplay quanto, principalmente, na sua história. Contamos mais a seguir.

A (tenebrosa) história de Invincible VS

Se passando entre os episódios finais da terceira temporada da série animada, a trama do game coloca o Invencível e seus aliados em uma trama que envolve uma nova raça de extraterrestres, simulações e uma ameaça de nível global que promete unir não somente os heróis, como também os vilões da série.

Porém, o que existe aqui é apenas um aperitivo do que poderia ser de fato uma história. Infelizmente, o game comete um erro terrível ao, e um ódio descomunal me sobe ao dizer isso, ter uma história que se encerra na metade. Não bastasse isso, os desenvolvedores ainda tiveram a ideia genial de fazer com que a trama pudesse ser encerrada com pouco mais de UMA HORA de gameplay.

Invincible VS
Sem dar spoilers, mas essa parte é de dar um ódio descomunal de tão preguiçoso.

O modo história do game, infelizmente, faz parecer que, por algum motivo, os desenvolvedores não acreditavam ser necessário. Não somente pelos problemas que já citei, como também pelo desenrolar da história, que se agarra em uma série de clichês e furos na esperança de que o jogador não dê tanta importância.

Claro, você não joga um game de luta única e exclusivamente pela sua história, mas ainda assim, jogos clássicos como Mortal Kombat, Tekken e mais recentemente Street Fighter, contam com um modo história que, comparado ao que foi feito aqui, está anos luz a frente e respeitam seu público mais casual.

Uma nova personagem despediçada igual todo o resto

Além dos personagens já conhecidos dos quadrinhos e da série animada, Invincible VS conta com uma adição completamente original e feita para o game. Ella Mental, que é uma heróina estreante na trama, surge no meio de uma história que, tirando um único momento interessante com a própria, não faz nenhum sentido existir. Pelo menos, não como ela foi feita.

Isso, assim como todo o resto, escancara como todo o potencial para uma trama interessante e que condizesse com o universo da animação foi desperdiçado, além de uma personagem que, junto com um design muito bem bolado e que condiz bem com aquele universo, poderia oferecer muito mais.

A gameplay de Invincible VS

Aqui é onde, apesar de pouco, o jogo consegue entreter. Os desenvolvedores se inspiraram fortemente no clássico Killer Instinct, onde os jogadores podem realizar um número enorme de combos e golpes facilmente, mas os adversários também podem usar de mecânicas para escapar e contra-atacar.

Com essas mecânicas tanto de ataque quanto de defesa, existe um conceito estratégico interessante para as lutas. Contudo, essa decisão também acaba limitando os movimentos dos personagens, que geralmente não possuem a mesma diversidade como em outros jogos de luta.

Invincible VS
Pelo menos o sangue e a violência está presente.

Ainda assim, inicialmente, o jogo é bem divertido. O problema é após isso, onde as lutas acabam se tornando extremamente repetitivas, especialmente depois do jogador se familiarizar com os golpes de um (ou no caso aqui, três) personagem específico, e spammarem os mesmos movimentos e mecânicas uma atrás da outra.

A nível de comparação, a principal inspiração do game, Killer Instinct, até contava com combos mais fáceis de realizar e etc. Contudo, cada personagem possuia suas habilidades únicas que também podiam ser um diferencial nos combates, sem falar nos clássicos Ultra Combos (que fazem uma falta enorme aqui) e Finalizadores, este último até está presente neste jogo, mas basicamente funciona como um “Brutality” dos MK’s modernos, onde o adversário sofrerá uma morte horrenda ou repleta de sangue e gore dependendo do especial que o jogador usar para acabar com sua barra de vida.

Novamente, todas essas mecânicas são bacanas, e até funcionam na proposta do jogo, mas é notável como o game precisava de mais algo para se tornar especial, além do uso da marca “Invencível”.

Agradar Gregos e Troianos nem sempre funciona

Apesar de divertido até certo ponto, é notável que o jogo parece não saber ao certo o que busca. Na parte mais pro-player, ele peca com a simplicidade de suas mecânicas, onde as estratégias de luta acabam se tornam muitos similares, não importa qual personagem você utilizar.

Já para os casuais, como já citei, em certo ponto as batalhas ficam repetitivas demais, e a falta de conteúdo após finalizar o modo história também torna a experiência bem complicada. O Modo Arcade até oferece um desafio, com diversos níveis de dificuldade e número de lutas, mas até isso acaba caindo no ciclo de repetições.

Conclusão

Infelizmente, Invincible VS sofre com um total desperdício de uma IP que poderia oferecer bem mais. O jogo até tenta, com mecânicas que até são divertidas, mas a falta de cuidado com sua história, a falta de conteúdo adicional e a repetição de mecânicas faz com que o game não se torne nada marcante. Quem sabe após algumas atualizações isso mude, mas a primeira impressão… o Vencível não agradou.