Pragmata é um grande concorrente ao GOTY 2026 — ANÁLISE

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Novo projeto da Capcom, Pragmata veio cercado de mistério desde o seu anúncio em 2020 com um trailer enigmático. Contudo, ao longo do tempo, o game foi recebendo diversas novidades e começando a chamar a atenção dos jogadores de todo o mundo, especialmente graças a pequena Diana, uma das protagonistas do game.

Além disso, outras novidades do game também foram chamando atenção do público, como seu combate estratégico e história misteriosa e repleta de segredos.

Agora, com o game em mãos, fico muito feliz em ter a certeza que a espera não somente valeu a pena, como afirmo que PRAGMATA É UM DOS MELHORES JOGOS DE 2026 ATÉ AGORA. Vem ver o que achamos.

A história de Pragmata

No game, acompanhamos Hugh Williams, um astronauta cuja equipe é enviada para o Berço, uma estação espacial de última geração que fica na Lua, mas que está sem funcionar e nenhum funcionário responde aos chamados. Após um teremoto misterioso, ele se vê separado de sua equipe e rodeado de robôs buscando eliminá-lo, e sua única esperança de fugir é Diana, um robô Pragmata capaz de hackear as outras máquinas para dar uma chance para Hugh.

Além de escapar, a dupla ainda precisa descobrir o que de fato aconteceu no Berço, e essa jornada não somente levará os dois de volta para a Terra, como também mostrará que a pequena Diana é muito mais do que um robô de última geração.

Pragmata

A princípio, a trama de Pragmata pode parecer bem simples, e de fato ela é. Contudo, o desenvolvimento do relacionamento entre os dois protagonista é construído de uma forma espetacular. Além disso, todo o mistério envolvendo o Berço também é muito bem pensado, onde mesmo com alguns clichês, em nenhum momento a trama do game fica monótona ou sem graça.

Além disso, o jogo conta com um ótimo equilíbrio entre ação e contemplação, onde os protagonistas dividem um pequeno momento de respiro onde podem se conhecer melhor e se conectar ainda mais enquanto avançam no objetivo de escapar. A trilha sonora do game, aliás, funciona muito bem para ambos os momentos, mesmo que ela não possua nenhuma faixa que seja fora do padrão.

Sim, é um simulador de pai de menina, e é MUITO BOM

Mas, obviamente, o brilho completo da trama do game está na relação entre Hugh e Diana, e o jogo sabe disso. Os dois personagens tem diversos momentos com conversas marcantes que mostram o desenvolvimento da pequena androide, enquanto mostra um lado mais suave e bondoso do protagonista humano.

Pragmata
Em muitos momentos do game, Hugh ensina coisas da Terra para Diana, além de outras questões humanas.

Por mais “repetitivo” que esse tipo de relação seja nos últimos anos, é inegável como ela é bem escrita aqui. Mesmo em momentos onde há mais gameplay, o jogo brilha com conversas simples entre os protagonistas, tornando a experiência de acompanhar essa relação se desenvolvendo um deleite para os olhos.

Além disso, toda a trama envolvendo o Berço também não fica para trás, com um mistério muito interessante e atual envolvendo o uso de Inteligência Artificial e impressões 3D, um tema que, na época do anúncio do game, ainda não era tão comentado como hoje, o que torna o game ainda mais impressionante nesse aspecto.

A gameplay de Pragmata

Aqui o game também não fica pra trás. A sua gameplay é um shooter de ação em terceira pessoa, com  o diferencial da interessantíssima mecânica de hacking de Diana, que ao mirar nos inimigos, libera um pequeno mini-game em tempo real para o jogador abrir os pontos fracos das máquinas, podendo causar dano de verdade durante as batalhas.

Diana pode não somente deixar os inimigos expostos, como também oferece uma variedade de outros status.

Além de expor os inimigos, a mecânica de hack pode incluir modificadores que acrescentam outros status nas máquinas, tais como paralisia, maior exposição para dano, exposição múltipla e muitos outros. Esses mods, como são chamados, podem ser encontrados na exploração das fases.

Ainda no combate, essas modificações e outros sistemas que ficam disponíveis ao longo da jogatina, fazem com que as batalhas do game sejam muito mais estratégicas do que apenas “mirar e atirar”, especialmente em momentos com uma grande variedade de inimigos, que possuem movimentos diferentes e que, se o jogador não ter cuidado com seus movimentos, podem causar um verdadeiro estrago.

O mesmo vale para os chefões de Pragmata, que também oferecem momentos incríveis do game. Apesar de, pelo menos para mim, alguns dos chefes serem relativamente fáceis, é impossível não achar seus designs interessantes, além de achar muito bacana o modo como as bossfights são feitas. Elas possuem uma ótima mistura da mecânica de hacking com outros aspectos da gameplay, especialmente após a metade da trama.

O hacking serve para muito mais que apenas os combates

Falando na exploração, ela é tão interessante quanto o combate, apesar de ser mais simples. O game coloca o jogador para explorar diversos setores do Berço, e nestes setores existem diversos caminhos que você pode explorar para encontrar coletáveis, itens que podem melhorar suas armas, armadura e o hack de Diana, dentre outros. Toda essa exploração funciona de uma forma muito orgânica, mesmo com locais onde é necessário o jogador retornar após um certo tempo.

Diana pode abrir portas através de um pequeno mas divertido puzzle.

Outro ponto bem pensado da exploração está, mais uma vez, no hacking da pequena robô. Assim como no combate, Diana pode hackear diversos sistemas para abrir portas, mover plataformas e outras funções, facilitando a exploração e também revelando itens. Para isso, o jogo prepara um pequeno e divertido puzzle, que apesar de simples, não deixa de ser uma ferramenta bem pensada para o mundo do game.

Conclusão

Sem dúvida nenhuma, Pragmata é um forte concorrente para o GOTY 2026. Mesmo com um estilo simples, o game brilha com uma gameplay consistente e que evolui mais e mais ao longo da jornada de descobrimento e conexão de dois protagonistas que, juntos, percebem que são bem mais do que aquilo que lhes foi mostrado no início da sua aventura juntos, e fazem com que o game brilhe com momentos emocionantes do começo ao fim.

*O Cromossomo Nerd agradece a Capcom e a TheoGames por fornecer uma chave de acesso no PS5 para esta análise.