Duskfade | Aventura nostalgica e divertida que se perde nas repetições — ANÁLISE

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Completamente inspirado em jogos clássicos do PlayStation 2, Duskfade foi anunciado pelo Weird Beluga Studio com um estilo de arte belíssimo e que, só de olhar, já nos leva para outra época dos videogames. Junte isso a claras inspirações como Jak & Daxter e Kingdom Hearts, e temos uma proposta que promete muito.

Com o game finalmente chegando as plataformas, podemos falar mais sobre ele, pois tivemos a oportunidade de testar a obra antes do seu lançamento. Vem conferir o que achamos.

A história de Duskfade

O game acompanha o jovem Zirian, um rapaz que, após um evento misterioso, precisa salvar a sua irmã, Allira, de uma torre enigmática que surgiu no centro da sua cidade natal. Para conseguir salvá-la, Zirian se junta ao pequeno pássaro mecânico Cuco, e ambos partem em uma jornada para entender a misteriosa torre e tudo o que os levou a sua aventura.

Duskfade

A trama de Duskfade é relativamente simples. O brilho da mesma está no mundo fantástico e belo criado pelos desenvolvedores. Ao explorar as diversas fases e areas do jogo, somos apresentados a diversas histórias e informações do mundo em que estamos, conhecendo mais e se deslumbrando mais.

O carisma da dupla protagonista é um grande destaque. A dicotomia entre os dois, e a evolução de ambos como personagens, funciona muito bem numa história, apesar de simples, tem uma boa intenção.

Infelizmente ela se perde em muitos momentos

Contudo, muitas vezes me senti preso em uma narrativa que não sabia exatamente como ser contada. Durante muitos momentos da exploração, o jogo oferece um diálogo opcional entre os dois protagonistas para expandir melhor a história e o relacionamento entre ambos. É algo opcional? Sim. Porém, alguns detalhes interessantes do background da dupla estão nesses diálogos, o que acabou os tornando obrigatórios para mim.

E infelizmente isso se tornou um problema depois do quinto ou sexto diálogo opcional em menos de 1 hora de gameplay. Em certo ponto, esses diálogos começaram a se tornar uma interrupção na jogatina ou na exploração. Junto a isso, o jogo oferece um colecionável que, ao ser encontrado, também oferece mais informações do mundo do game, e que, honestamente, podiam ter se tornado uma única coisa.

Um belo mundo… mas vazio e repetitivo

Duskfade, como eu disse a pouco, conta com um vasto e belo mundo. Porém, um problema recorrente em jogos com esse tipo de coisa é: “O que fazer com esse mundo?”. Assim como suas inspirações, o game conta com vários colecionáveis, segredos e baús espalhados por aí. Porém, ainda assim, em muitos momentos eu me senti caminhando por um imenso deserto, ou sempre fazendo as mesmas coisas.

Duskfade

Sendo um jogo que mistura combate e plataforma, era esperado que o game contaria com muitos momentos de ambos os aspectos. Porém, depois de fazer o exato mesmo tipo de desafio de plataforma por umas 5 vezes seguidas, esses momentos, mais uma vez, se tornaram cansativos e repetiviso.

O game até consegue mudar certos aspectos dessa parte com a adição de novas habilidades e equipamentos para Zirian, mas daqui que eles cheguem, a sensação de repetição já está lá. Junte isso ao fato de eu ter me perdido algumas vezes pelas áreas, e o game não conta com um bom sistema de localização, e temos o que mais me incomodou durante a jogatina.

O combate de Duskfade

Já na parte de combate, o game se sai muito bem. Zirian conta com a Minuteira, uma espada dada a ele pelo seu Avô, e que conta com uma série de habilidades interessantes que o auxiliam nas batalhas contra os “Tintosos” e a Agonia, grande antagonista da trama.

O jogo também conta com uma variedade interessante de inimigos, que dinamizam ainda mais as batalhas, tornando-as mais do que correr e bater. O jogador precisa analisar o ambiente e os movimentos dos inimigos, especialmente para saber a hora de se esquivar dos ataques, pois a esquiva é o único modo de se defender.

Duskfade

Os chefões também possuem uma diversidade interessante, onde em nenhum momento eles se tornam repetitivos, mesmo com a grande maioria possuindo os mesmos macetes para serem derrotados. O único problema, pelo menos comigo, na hora dos combates, está na câmera do jogo.

Se o jogador não usar a mecânica de fixar em um único inimigo, fica um pouco difícil de entender de fato o que está acontecendo, pois o close da câmera em Zirian não permite uma visão maior das arenas.

Vale a pensa conferir Duskfade?

No fim das contas, Duskfade é um jogo divertido e que pode ser uma boa pedida para quem busca por um pouco de nostalgia de uma outra época dos videogames. Mesmo com alguns pontos que podiam melhorar na exploração e no combate, o game é uma pedida interessante pela sua história e mundo vasto e bonito.

*O Cromossomo Nerd agradece ao Weird Beluga e Jesus Fabre Games por fornecer uma chave de acesso no PS5 para esta análise.