O Assassino: O Primeiro Alvo | Crítica

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A Paris Filmes e a Lionsgate apresentam sua mais nova aposta em filme de ação que claramente busca inspiração na famosa franquia Jon Wick, O Assassino: O Primeiro Alvo, estrelado pelo jovem Dylan O’Brien e pelo veterano Michael Keaton, o filme procura ter uma identidade própria e dar segmento à linha criada por Wick, entretanto acaba se tornando previsível e inconsistente dentro de sua própria proposta.

Dylan, que ganhou as manchetes tempos atrás ao sofrer um acidente durante as gravações de um dos filmes da franquia Maze Runner, se mostra mais maduro do que nunca, tanto em sua personalidade quanto no quesito atuação, iniciando a trama pedindo em casamento sua namorada em uma belíssima praia. O filme já se demonstra previsível em seus primeiros minutos, quando todos na praia são assassinados por um grupo de terroristas, inclusive a jovem noiva, entretanto, Mitch Rapp (O’Brien) fica vivo para contar a história o que dá o pontapé inicial para todo o desenrolar da trama.

Essa história clichê de vingança, que obriga Rapp a treinar para assassinar os responsáveis pela morte de sua namorada acaba não sustentando a trama e não tendo muita relevância no contexto geral do filme, diferente de John Wick, O Assassino: O Primeiro Alvo não informa sobre o passado do personagem e se ele um dia teve algum treinamento prévio para concretizar seus planos, ele simplesmente começa a treinar e se infiltra na organização terrorista para se vingar, nem mesmo um motivo para o ataque é mencionado, fazendo com que você se esqueça completamente do ocorrido ao chegar no final do filme.

Rapp acaba conseguindo se encontrar com o assassino e quando está prestes à completar sua vingança, seus planos são frustrados por uma equipe da CIA que o estava vigiando, o que abre o arco para a segunda parte da trama, onde ele é contratado pela agência para ajudar no combate ao terrorismo devido à seu excelente desempenho por ter encontrado os assassinos de sua noiva, e é então que começa seu treinamento com Stan Hurley (Michael Keaton), Keaton mais uma vez dá um show de atuação e abrilhanta o filme durante todos os momentos em que aparece, mas não é suficiente para sustentar o mesmo.

O grande problema de O Assassino: O Primeiro Alvo é justamente a falta de identidade própria, o filme acaba sendo uma trama de ação genérica que condensa diversos elementos de outros filmes, fazendo com que não seja marcante o bastante, as quase duas horas do filme, apesar de serem coroadas com lutas bem coreografadas e um elenco que se esforça para dar profundidade à trama, acabam ficando monótonas em alguns momentos e explicativas demais, tornando-se de certa forma desinteressantes e criando uma base para o personagem principal que acaba sendo descartada.

O Saldo final de O Assassino é de que talvez ele funcionasse muito melhor se fosse um prequel para a franquia Jon Wick, mostrando o passado do assassino até conhecer sua esposa e como ele construiu a fama de “bicho papão”.