Desenvolvido pela Tribute Games, Scott Pilgrim EX não somente é um novo game da popular série de quadrinhos de Bryan Lee O’Malley, como também uma continuação da série animada da Netflix. Além disso, o jogo busca trazer a essência do clássico game de 2010, desenvolvido pela Ubisoft.
Responsável por trazer de volta outros estilos de games beat’em up, como o Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, a Tribute possui capacidade mais que suficiente para trazer a Toronto de Scott Pilgrim para os videogames.
Mas, afinal, o jogo é uma boa pedida? A história faz jus ao popular quadrinho? O Cromossomo Nerd conferiu o jogo e te contamos tudo.
A história de Scott Pilgrim EX
No game, vemos Scott e Ramona Flowers continuando seu relacionamento após os eventos da série da Netflix. Porém, novamente um viajante do tempo quer atrapalhar não somente o casal, como toda a sua cidade natal, Toronto. No futuro distante, a cidade está domidada por pessoas demônio, robôs e outros seres.
Para tentar resolver essa questão, Scott e Ramona precisam unir forças com aliados improváveis, e assim viajar pelos diversas épocas diferentes, e assim salvar sua cidade e seus amigos.

Toda a narrativa do game combina muito bem com o universo dos personagens. A história, assim como a premissa original dos quadrinhos, possui um nível de bizarrice sem igual, mas repleto de referências e um estilo que, hoje em dia, parece até nostálgico para muitas pessoas.
Além da trama, a trilha sonora do game também condiz muito com este universo. Junto a isso, as referências também não ficam somente na narrativa e visuais, mas também nos tons musicais, que remetem aos clássicos 8bits, 16bits e 32bits.
Bom uso de personagens secundários
Outro ponto que achei positivo do game, que também foi bem feito na animação da Netflix, foi o uso dos personagens coadjuvantes da série. Em sua grande maioria, os personagens ganham mais espaço no desenrolar das coisas, mostrando que esta Toronto vai muito além de Scott Pilgrim e Ramona Flowers.
Desse modo, Scott Pilgrim EX se torna uma excelent expansão desse universo, que para fãs da saga, seja nos quadrinhos ou graças ao filme live-action, é algo muito bem-vindo.
A gameplay de Scott Pilgrim EX
No quesito gameplay, a Tribute Games buscou inspiração do popular jogo desenvolvido pela Ubisoft na geração PS3/Xbox 360. Assim, temos um beat’em up onde o jogador deve não somente abraçar a pancadaria, mas também aprender os padrões dos inimigos e manusear seus ataques com cuidado, pois pode sofrer sérias consequências.
Além disso, uma novidade do jogo é que, no lugar de fases lineares, Toronto se torna um pequeno mundo aberto, com o jogador realizando missões de história e também podendo encontrar eventos aleatórios.

O game ainda conta com um sistema de acessórios, assistências e itens de bônus, além de sistema de níveis. Assim, ele se torna uma mistura maluca (como os quadrinhos sempre foram) de RPG e Beat’em Up, e isso é bem bacana de se ver.
O jogador, obviamente, está livre para equipar os itens que preferir ou usar as assistências quando bem entender, e junto com o mapa aberto, torna a experiência bem diversa e fluida.
Inspiração no jogo anterior… Até demais
Um ponto que, infelizmente, me deixou com uma certa frustração, foi o combate. Claro, a ideia é que, diferente de outros beat’em ups, o jogador tivesse um pouco mais de cuidado na pancadaria, precisando regular seus ataques com defesa e gestão de saúde e poder. Contudo, o que devia ser uma mecânica para deixar o game mais estratégico, só me deixou frustrado.

Infelizmente, Scott Pilgrim EX não conta com um botão de esquiva, e ele seria MUITO BEM-VINDO em diversos momentos. Além disso, o gerenciamento de saúde e poder também pode ser um ponto negativo, especialmente que, em certas missões, demora um pouco para o jogador chegar em uma área com uma loja de itens.
Esses dois pontos, por mais que possam ser contornados com aprendizado pelos jogadores, acabam tornando a experiência bem cansativa em certos momentos. Jogando solo, em muitas vezes o jogo acaba exagerando um pouco na dificuldade. Portanto, vá com calma na pancadaria, pois pode acabar se dando mal.
Conclusão
No fim das contas, o game é uma boa pedida para fãs da saga de Bryan Lee O’Malley. Apesar de certos pontos frustrantes, o jogo ainda consegue oferecer momentos divertidos e verdadeiramente engraçados, com toda aquela pegada nostálgica e maluca da obra original.




















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