A Square Enix lança em 8 de outubro a Kingdom Hearts Collection [I~III] para Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Microsoft Store. O pacote reúne a principal saga de Sora em versões nativas para a atual geração, preparando novos jogadores para Kingdom Hearts IV, previsto para o fim de 2027.
Conteúdos incluídos na coletânea:
- KINGDOM HEARTS -HD 1.5+2.5 ReMIX- (Apenas digital)
- KINGDOM HEARTS FINAL MIX
- KINGDOM HEARTS Re:Chain of Memories
- KINGDOM HEARTS II FINAL MIX
- KINGDOM HEARTS 358/2 Days (compilação de cutscene HD)
- KINGDOM HEARTS Birth by Sleep FINAL MIX
- KINGDOM HEARTS Re:coded (compilação de cutscene HD)
- KINGDOM HEARTS HD 2.8 Final Chapter Prologue (Apenas digital)
- KINGDOM HEARTS Dream Drop Distance HD
- KINGDOM HEARTS χ Back Cover (filme)
- KINGDOM HEARTS 0.2 Birth By Sleep
- KINGDOM HEARTS III + Re Mind (DLC) (Apenas digital)
- KINGDOM HEARTS III
- KINGDOM HEARTS Re Mind (DLC)
- KINGDOM HEARTS Collection [I~III] (Física e digital)
- Todos os jogos dos pacotes KINGDOM HEARTS -HD 1.5+2.5 ReMIX-, KINGDOM HEARTS HD 2.8 Final Chapter Prologue e KINGDOM HEARTS III + Re Mind (DLC)
Além da edição completa, os três conjuntos poderão ser adquiridos separadamente em formato digital. A nova coletânea resolve uma antiga barreira da franquia ao concentrar quase toda a história necessária para compreender o próximo capítulo em um único produto, com versões otimizadas para os consoles modernos.
O que Kingdom Hearts Collection [I~III] traz de diferente em relação às coletâneas anteriores?

Em conteúdo, a Collection [I~III] combina HD 1.5+2.5 ReMIX, HD 2.8 Final Chapter Prologue e Kingdom Hearts III acompanhado da expansão Re Mind. O pacote lembra o antigo All-in-One Package do PS4, mas agora inclui a DLC do terceiro jogo e roda nativamente no PS5, Xbox Series e Switch 2.
A principal novidade, portanto, não envolve novas remasterizações ou capítulos inéditos. O ganho aparece na conveniência, na compatibilidade direta com os aparelhos atuais e no desempenho otimizado, sem depender da retrocompatibilidade do PS4 e Xbox One ou do streaming usado pelas edições do primeiro Switch.
No PS5, a coletânea entrega uma experiência bastante fluida, principalmente nos títulos mais antigos. Os combates permanecem em 60 quadros por segundo, enquanto transições entre áreas acontecem rapidamente e a resolução elevada ajuda cenários e personagens a conservarem uma aparência agradável mesmo décadas depois das versões originais.
O primeiro Kingdom Hearts ainda denuncia sua idade por meio da câmera, dos cenários mais compactos e de algumas escolhas de jogabilidade. Mesmo assim, a resposta dos comandos continua precisa. A evolução fica evidente conforme a jornada avança, sobretudo em Kingdom Hearts II e Kingdom Hearts III, com batalhas mais rápidas e visualmente elaboradas.
A coleção também representa um salto importante no Switch 2. Diferentemente das antigas versões em nuvem (que nunca ficaram disponíveis na eShop brasileira), os jogos agora são rodados localmente. O primeiro Switch receberá apenas uma edição nativa de HD 1.5+2.5 ReMIX, enquanto o restante da saga continuará restrito ao streaming no console original.
Uma excelente porta de entrada para Kingdom Hearts

A quantidade de jogos, filmes e subtítulos pode fazer Kingdom Hearts parecer mais complicado do que realmente precisa ser. Com todos os capítulos principais reunidos, o jogador consegue acompanhar a trajetória de Sora, Riku, Kairi e dos portadores da Keyblade sem procurar lançamentos espalhados por diferentes plataformas.
Apesar do nome destacar os episódios numerados, pular os títulos intermediários não é uma boa ideia. Jogos como Chain of Memories, Birth by Sleep e Dream Drop Distance apresentam personagens, conceitos e acontecimentos fundamentais para entender os conflitos dos capítulos seguintes.
O pacote também preserva as edições Final Mix, versões ampliadas dos jogos clássicos que originalmente ficaram limitadas ao Japão. Elas acrescentam chefes, cenas, habilidades, inimigos e outros conteúdos incorporados posteriormente às remasterizações.
Há, porém, uma ausência sentida: Kingdom Hearts Melody of Memory. Embora use batalhas musicais como principal mecânica, o jogo também avança a trama após Re Mind e apresenta informações relacionadas ao paradeiro de Sora, a Kairi e ao caminho para Kingdom Hearts IV.
Sem o título rítmico, a descrição de “história completa” precisa ser interpretada com cautela. Quem desejar chegar totalmente atualizado ao quarto episódio ainda terá de jogar Melody of Memory separadamente ou, pelo menos, assistir às suas cenas finais.
Qual a melhor ordem para aproveitar a coletânea?
A ordem abaixo acompanha a cronologia geral da história, mas posiciona alguns conteúdos no ponto mais adequado para evitar revelações antecipadas. Todos os títulos citados estão na nova coleção, seja como jogo completo ou compilação de cenas.
Kingdom Hearts χ Back Cover
Ambientado muitos anos antes da jornada de Sora, o filme apresenta os Mestres Preditores, o Mestre dos Mestres e os conflitos surgidos durante uma era antiga dos portadores da Keyblade. Sua história ajuda a compreender conceitos ligados diretamente à nova fase da franquia.
Back Cover não substitui integralmente os antigos jogos para navegadores e celulares, mas fornece o contexto básico sobre esse período. Para quem aguarda a chegada de Kingdom Hearts IV, seus personagens e mistérios ganharam uma importância ainda maior.
Kingdom Hearts Birth by Sleep Final Mix
A aventura acompanha Terra, Aqua e Ventus cerca de dez anos antes do primeiro jogo. Os três aprendizes partem em missões separadas após o surgimento dos Unversed e acabam envolvidos nos planos do Mestre Xehanort.
Cada protagonista possui campanha, estilo de combate e perspectiva próprios. Para compreender toda a narrativa, torna-se necessário concluir as três rotas e desbloquear os episódios adicionais da edição Final Mix.
Kingdom Hearts Final Mix
O primeiro capítulo apresenta Sora, Riku e Kairi, três amigos separados quando sua ilha acaba consumida pela escuridão. Sora recebe a Keyblade e passa a viajar com Donald e Pateta por mundos da Disney enquanto procura seus companheiros.
Mesmo com mecânicas mais antigas, o jogo estabelece os Heartless, a disputa entre luz e escuridão e os vínculos centrais da série. A versão Final Mix também amplia a campanha com conteúdos ausentes no lançamento ocidental original.
Kingdom Hearts Re:Chain of Memories
Logo após o primeiro jogo, Sora, Donald e Pateta chegam a um castelo onde avançar significa perder partes de suas memórias. Paralelamente, Riku enfrenta uma jornada própria e precisa lidar com as consequências de suas escolhas anteriores.
O combate abandona temporariamente o sistema tradicional e utiliza baralhos de cartas. A mudança pode causar estranhamento, mas a história introduz a Organização XIII e estabelece diretamente a situação encontrada no segundo episódio numerado.
Kingdom Hearts 358/2 Days
A história de 358/2 Days acompanha Roxas durante seu período na Organização XIII e ocorre parcialmente em paralelo aos eventos de Chain of Memories. Sua relação com Axel e Xion forma o núcleo emocional da narrativa.
Na coletânea, o título não aparece como jogo completo, mas como uma compilação de cenas em alta definição. Assistir ao conteúdo antes de Kingdom Hearts II dá mais contexto aos personagens, embora também revele antecipadamente alguns mistérios planejados pelo lançamento original.
Kingdom Hearts II Final Mix
Sora desperta para uma nova jornada e precisa enfrentar os planos da Organização XIII enquanto procura respostas sobre os acontecimentos anteriores. O jogo expande os mundos da Disney e aprofunda as conexões entre coração, corpo e memória.
O sistema de combate recebe uma evolução significativa por meio das Drive Forms, novos movimentos e confrontos mais velozes. A edição Final Mix acrescenta chefes opcionais, cenas e desafios considerados alguns dos melhores da série.
Kingdom Hearts Re:coded
Após os acontecimentos de Kingdom Hearts II, uma mensagem misteriosa aparece no diário do Grilo Falante. Mickey e seus aliados digitalizam o documento para investigar sua origem, criando uma versão virtual de Sora.
Assim como 358/2 Days, Re:coded foi transformado em uma compilação de cenas. Boa parte da história funciona como uma recapitulação, mas o encerramento prepara elementos importantes para os capítulos seguintes.
Kingdom Hearts Dream Drop Distance HD
Sora e Riku realizam o exame de Marca de Mestria para se prepararem contra uma nova ameaça. Os protagonistas visitam mundos adormecidos enquanto enfrentam os Dream Eaters e descobrem mudanças importantes nos planos dos antagonistas.
O jogo introduz movimentação mais acrobática e alterna automaticamente entre as campanhas dos dois heróis. Sua conclusão funciona como a ponte narrativa mais direta para Kingdom Hearts III.
Kingdom Hearts 0.2 Birth by Sleep – A Fragmentary Passage
A Fragmentary Passage acompanha Aqua depois dos eventos de Birth by Sleep e mostra sua luta para sobreviver em um domínio tomado pela escuridão. Embora parte da trama aconteça antes do primeiro jogo, a narrativa começa após Dream Drop Distance.
Por esse motivo, jogar 0.2 nesta posição evita revelações antecipadas e mantém a sequência planejada pela coletânea. A aventura curta também funciona como uma demonstração das mecânicas e da tecnologia adotadas posteriormente em Kingdom Hearts III.
Kingdom Hearts III
Com a ameaça de Xehanort se aproximando, Sora, Donald e Pateta iniciam outra viagem pelos mundos da Disney e da Pixar. Enquanto Sora busca recuperar habilidades perdidas, seus aliados procuram reunir os guardiões necessários para o confronto decisivo.
O terceiro jogo encerra a chamada Saga do Buscador da Escuridão, mas não conclui toda a história de Sora. Mundos inspirados em Toy Story, Monstros S.A. e Frozen dividem espaço com um combate repleto de transformações, atrações e ataques em equipe.
Kingdom Hearts III Re Mind
A expansão revisita o trecho final de Kingdom Hearts III sob novas perspectivas e permite controlar outros personagens em momentos específicos. Também acrescenta batalhas opcionais voltadas aos jogadores interessados nos maiores desafios da franquia.
Re Mind deve ser iniciado somente após terminar a campanha principal. Suas cenas aprofundam o desfecho e deixam pistas fundamentais sobre a direção adotada pela série antes de Melody of Memory e Kingdom Hearts IV.
Conteúdo completo, mas não definitivo

A Square Enix oferece versões físicas e digitais de Collection [I~III] no PS5 e Switch 2, enquanto Xbox Series e PC recebem o pacote em formato digital. A edição física exige conexão com a internet para baixar dados adicionais, portanto, nem todo o conteúdo fica armazenado diretamente no disco ou cartão.
Os compradores recebem uma Keyblade exclusiva conforme a plataforma: Long Night no Switch 2, Midnight Blue no PS5 e Phantom Green no Xbox Series. As reservas digitais no PS5 e Xbox também garantem 48 horas de acesso antecipado.
Proprietários das versões digitais para PS4 ou Xbox One podem obter 50% de desconto na compra equivalente para a geração atual. O benefício também alcança os donos das edições em nuvem no Switch, com direito à transferência do progresso para o Switch 2, um recurso indisponível entre as outras plataformas.
Vale a pena investir na Kingdom Hearts Collection [I~III]?

Mesmo sem mudanças profundas nos jogos, Kingdom Hearts Collection [I~III] cumpre sua principal missão ao reduzir a fragmentação da franquia. O pacote concentra praticamente toda a Saga do Buscador da Escuridão, inclui Re Mind e oferece versões nativas para os consoles atuais.
Para novatos, o investimento vale a pena pela quantidade de conteúdo e pela facilidade de acompanhar a história antes de Kingdom Hearts IV. São centenas de horas entre campanhas, cenas adicionais e desafios, dispensando a compra separada das três coletâneas.
A situação muda para veteranos que já possuem as edições de PS4 ou Xbox One. Como as melhorias técnicas não transformam a experiência, uma nova compra só compensa pelo desconto de 50%, pela conveniência de ter versões nativas ou pelo desejo de reunir toda a saga em um único pacote (ainda que as coletâneas sejam instaladas individualmente no console).
A ausência de Melody of Memory também impede a coletânea de funcionar como um arquivo realmente completo. Ainda assim, considerando o conteúdo reunido, Kingdom Hearts Collection [I~III] representa a melhor porta de entrada para a franquia e um excelente aquecimento para a próxima aventura de Sora.
*O Cromossomo Nerd agradece a Square Enix por ter nos cedido uma cópia do jogo no PS5 para esta análise.
























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