Como parte do India Hero Project, a PlayStation e o Tathvamasi Studios trabalharam juntos para criar Suri: The Seventh Note, game de plataforma que mistura os desafios do gênero com a música da cultura indiana, tornando-o não somente um jogo de plataforma, como de ritmo.

Com o game em mãos, posso dizer que o game oferece uma aventura bem divertida, mas que tropeça em alguns pontos que contamos a seguir.

A história de Suri: The Seventh Note

O jogo se passa numa ilha mágica, onde os cidadãos vivem em paz e harmonia graças a magia e a música. Porém, em determinado momento o local é corrompido após Kanishka, um cidadão tomado pela ganância, tenta roubar o poder sagrado da árvore Kalpavriksha, liberando o Antiram, uma maldição que corrompe os biomas existentes.

No meio disso, conhecemos Ajira, protagonista do jogo e que vê sua mãe adoecer por causa da maldição.

Determinada a salvar sua mãe e seu povo, Ajira parte em uma jornada até a Árvore Sagrada para purificar o local e trazer de volta a harmonia e a música da sua terra. Nessa aventura, ela viaja por diversos locais mágicos que possuem diversos lementos da cultura hindu, desde lendas a outras culturas.

Nessa parte de história, o game oferece uma aventura consistente e bem interessante, com diversos elementos bonitos e bem pensados, especialmente misturando com a cultura hindu. Todo o universo do jogo se mistura muito bem com a proposta do game, onde a música está presente em todos os locais, elementos e visuais. Isso também está fortemente presente na trilha sonora, que funciona muito bem na proposta.

A gameplay de Suri: The Seventh Note

Já na parte de gameplay, Suri: The Seventh Note foca na plataforma e na ação rítmica, onde o jogador deve controlar Ajira para atravessar os desafios aproveitando os ritmos e mecânicas de sons. Dessa forma, é importante prestar atenção não somente no mapa, como também na música, pois é necessário se movimentar de acordo com as dicas colocadas.

O mesmo vale para os chefes, que não possuem necessariamente uma luta, mas sim um desafio repleto de mistura de movimentos e ritmos, tornando a experiência mais desafiadora e os jogadores devem se tornar mais atentos. A estrutura desses desafios é interessante e linear, onde a progressão funciona bem.

Infelizmente, o jogo acaba tendo sérios problemas justamente na sua principal mecânica. Em muitos momentos, me vi errado um desafio, mas os botões foram apertados no momento certo, ou pelo menos no ritmo que devia funcionar. Em certos momentos, me vi tendo que prestar mais atenção as reações dos cenários do que na música em si, o que, num jogo de ritmo, não devia ser o caso, não é mesmo?

Infelizmente a repetição tira muito da magia

Outro ponto que me tirou um pouco da aventura foi a repetição. Claro, é um jogo rítmico, então em certos momentos o uso das mesmas mecânicas ou botões já seria esperado. Porém, Suri: The Seventh Note acaba se apegando demais nessa repetição em alguns momentos, o tornando uma experiência que, dependendo do jogador, pode se tornar bem monótona.

E quanto tenta mudar isso, como citei antes, o jogo acaba sofrendo pela questão dos botões não responderem de acordo com o ritmo das músicas dos cenários, tornando a experiência frustrante.

Conclusão

Ainda assim, como um dos primeiros jogos do India Hero Project, Suri: The Seventh Note funciona como uma divertida e belíssima avetura. Suas mecânicas, mesmo com problemas, funcionam o suficiente para o jogador se aventurar por toda a cultura hindu contida no jogo, que explora a beleza e harmonia dessa cultura de forma estonteante.

*O Cromossomo Nerd agradece o Tathvamasi Studios e a Goldpact.GG por fornecer uma chave de acesso no PS5 para esta análise.