The Adventures of Elliot: The Millennium Tales | Square Enix acerta em cheio com aventura fantástica — ANÁLISE

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Desenvolvido pelo Claytechworks, The Adventures of Elliot: The Millennium Tales foi anunciado e recebido com surpresa pelos jogadores. O game da Square Enix foi recebendo diversas informações ao longo do tempo, e despertando a curiosidade de muitos graças ao seu estilo que mistura 2D e 3D, e sua gameplay com fortes inspirações em jogos como The Legend of Zelda: A Link to The Past.

O Cromossomo Nerd pôde testar o game de forma antecipada, e eu fico muito feliz em dizer que o game é ESPETACULAR! Vem ver o que achamos da nova obra de fantasia da Square.

A história de The Adventures of Elliot

Como o próprio nome já diz, acompanhamos o Aventureiro Elliot, jovem do Reino de Huther, que próspera graças a proteção mágica criada pela Princea Heuria. Com a proteção, os muros da cidade são guardados contra invasões das Tribos Bestiais, feras que perambulam por todo o mundo de Philabieldia.

Contudo, o reino passa a ser ameaçado por um mal inimaginável, que põe a Princesa Heuria em grave perigo. Agora, cabe a Elliot, e sua recém-descoberta companheira fada, Faie, trabalharem juntos e, através das misteriosas Portas do Tempo, viajar pelas diferentes eras de Philabieldia para impedir o pior.

The Adventures of Elliot
Elliot e Faie se aventuram pelo tempo para salvar o Reino.

No clássico estilo de aventura mágica, a Square acertou em cheio mais uma vez aqui. Desde o começo, o mundo de Philabieldia é interessantíssimo e repleto de aventuras sem igual, mesmo para somente exploração sem conexão com a história. Além disso, toda a trama do game consegue cativar o jogador graças aos excelentes personagens e o desenrolar de toda a narrativa.

Junto dos dois personagens principais, todo o elenco de personagens do game possui uma personalidade interessante, mesmo que em muitos casos seja “padronizada” ou “clichê”. Com isso, a aventura pelo tempo de Elliot e Faie não se torna algo tediante em nenhum momento, inclusive oferecendo uma variedade de sidequests que, apesar de um pouco repetitivas, acabam valendo muito a pena graças aos personagens e o belo mundo criado.

Uma trilha sonora mágica para combinar

Para combinar perfeitamente com o belíssimo mundo de Philabieldia, a trilha sonora do game encaixa como uma luva em todos os seus diversos locais e ocasiões. A trilha de Tomohiro Nakamachi e Yuto Moritani é um deleite para os ouvidos tanto quanto os visuais do jogo são para os olhos.

Nestes aspectos, eu considero The Adventures of Elliot praticamente perfeito.

A gameplay de The Adventures of Elliot

Na parte de gameplay, é inegável que o game se inspirou completamente em The Legend of Zelda, mais precisamente no clássico A Link to the Past. Em muitos pontos, essa inspiração é muito bem feita e pensada, com o jogo trazendo toda a sensação de aventura, descobertas e perigos sem igual. Contudo, o jogo também traz alguns problemas da sua inspiração, como a companheira fada que não para de falar.

The Adventures of Elliot
As Bossfights do game podem ser um ótimo desafio, apesar de algumas repetições.

Mesmo eu apreciando Faie como personagem, e também as suas habilidades mágicas, o fato do jogo usar a personagem para dar as famigeradas “dicas desnecessárias” durante a gameplay, ou simplesmente para realizar comentários infinitos onde não precisava, acaba se tornando um pequeno incomodo.

Ainda assim, a gameplay não deixa de ser um charme e tanto. A exploração de todos os vários biomas e dungeons são um deleite para os amantes de jogos como este. Puzzles interessantes, inimigos com mecânicas únicas (que se repetem um pouco, devo confessar) e chefões desafiadores são o que um game como esse precisa para ser uma excelente experiência.

Outro ponto excelente é a variedade de armas e magias disponíveis para o jogador. As armas, sete ao todo, oferecem uma forma excelente de pluralidade, cabendo ao jogador decidir qual das opções se adequa mais ao seu estilo. E nas magias de Faie, todas elas servem não somente para o combate, mas também para exploração, sendo cruciais para muitos puzzles. Além disso, ambas podem ser melhoradas em diversos locais, facilitando ainda mais as escolhas de armas e uso de magias.

Um mundo amplo, mas que acaba caindo nas repetições

Como já citei há pouco, infelizmente existem alguns fatores que acabam caindo na repetição durante a gameplay de The Adventures of Elliot. Apesar de um mundo enorme e vivo, em muitos momentos, sobretudo nas sidequests, as coisas se tornam repetitivas e, em certos pontos, mais uma tarefa do que uma aventura de fato.

The Adventures of Elliot

Em jogos como este, já é meio esperado que teremos aquela famigerada missão de “Vá para tal local e pegue tal item”, e esse tipo de quest não é um problema, se usada do jeito certo. Aqui, apesar de, pelo menos para mim, não ter sido um problema, é válido destacar que o jogo usa esse aspecto algumas vezes, podendo se tornar cansativo para alguns jogadores.

Ainda assim, Philabieldia é um mundo que vale a pena explorar todos os cantos possíveis, seja pela história ou simplesmente pelas grandes descobertas que estarão lhe esperando.

Conclusão

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales é uma obra de arte da Square Enix. Com uma trama mágica, personagens que ganham seu apresso ao longo da aventura, uma trilha sonora impecável e uma gameplay deliciosa, mesmos com certas questões, o game é mais uma prova que, no mundo do 2.5D, a Square segue dominante com suas obras belíssimas e tocantes. O game se tornou um dos meus favoritos de 2026 até o momento, e vale muito a pena para os fãs de jogos de aventura em mundos mágicos e deslumbrantes.

*O Cromossomo Nerd agradece a Square Enix por fornecer uma chave de acesso no PS5 para esta análise.