Primeiro jogo do estúdio Rebel Wolves, The Blood of Dawnwalker sempre chamou a atenção dos jogadores graças ao seu diretor, Konrad Tomaszkiewicz, que dirigiu nada menos que The Witcher 3: Wild Hunt. Agora, em seu estúdio próprio e junto ao seu irmão, Konrad apresenta um mundo completamente novo, mas que desde o princípio se esperava muitas semelhanças com o gigante da CD Projekt Red.
Apesar das semelhanças, os jogadores não deixaram se ficar extremamente curiosos sobre o projeto, que anseia por ser tão ambicioso quanto o antigo trabalho de Konrad e equipe.
Tendo o game em mãos, é ótimo saber que, para um primeiro capítulo de uma saga que pretende se estender por longos anos, ela começou muito bem.
A história de The Blood of Dawnwalker
No game, acompanhamos Coen, um jovem rapaz que vive na vila de Laslea, no Vale Sangorea, um local que foi dominado por um ditador sanguinário chamado Brencis. Para piorar, Brencis e seus aliados são parte dos vrakhiri, como são chamados os vampiros no game.
Após uma tragédia, Coen se vê transformado naquilo que mais temia, mas de uma forma completamente diferente. O jovem pode caminhar como um humano durante o dia, e viver como o monstro na noite, em busca da sua vingança contra os ditadores e também tentando salvar a sua família.

A trama de Dawnwalker é o seu ponto mais alto. Assim como o jogo que claramente essa obra é inspirada, os personagens e as decisões do jogador são o ponto chave para o desenrolar da trama, e estas decisões podem levar Coen para uma infinidade de possibilidades.
Além disso, o jogo conta com uma gama de coadjuvantes muito boa, desde os possíveis aliados do protagonista, quanto aos 4 principais antagonistas, os vrakhiri. O mundo de Vale Sangora é repleto de histórias que, caso o jogador não prestar atenção, poderá perder completamente durante a sua exploração.
Seja uma aventura da trama principal, ou uma sidequest simples em uma das várias vilas do game, o jogador se verá preso nas diversas histórias disponíveis no game, e cada uma delas pode se desenrolar de uma forma diferente, dependendo das escolhas dos jogadores.
O Dia e a Noite guardam diversas histórias e eventos
Junto a trama principal, que também conta com eventos que mudam de acordo com o horário da aventura, o mundo de Vale Sangora guarda diversos segredos durante o dia e a noite, uma das principais mecânicas do game. Esse sistema também oferece mais uma forma de fazer o jogador decidir como jogar, pois muitas quests possuem tempos limites, gerando consequências reais dentro do jogo.

Além disso, o jogador deve prestar muita atenção com relação ao dia e a noite, pois cada quest custa uma determinada quantidade de tempo, e o tempo é uma moeda importantíssima em The Blood of Dawnwalker. O game te dá 30 dias para salvar a família de Coen, e todas as aventuras do protagonista o levam para mais perto do último dia.
Essa mecânica pode, a princípio, ser bem complicada para os jogadores se acostumarem, especialmente para aqueles fissurados em explorar tudo o que o jogo tem disponível. Mas ao longo da jornada, ela se torna uma moeda de troca interessante e uma mecânica crucial na sua aventura.
A gameplay de The Blood of Dawnwalker
Aqui é outro ponto fortísismo do jogo da Rebel Wolves. Também se aproveitando do sistema de Dia e Noite, o jogo conta com vários upgrades para Coen, que são tanto exclusivos para o Dia ou para o Noite, como também podem ser usados em ambos os horários. Além disso, equipamentos podem ser equipados para horários específicos, com melhorias especificas para Coen durante o dia ou noite.
O combate também conta com habilidades que podem ser usadas durante o dia e durante a noite. No dia, Coen pode usar suas habilidades de espadachin e também encantamentos de bruxaria, já a noite, os poderes de vrakhiri são a principal arma do protagonista na sua busca pela sua família.

Além disso, Coen conta com três árvores de habilidades que podem receber upgrades. As três são sobre habilidades de espadachim, de bruxaria e de vrakhiri. A princípio, elas custam apenas os pontos que o jogador recebem ao subir de nível, porém as habilidades e desbloqueios mais poderosos também custam tempo do dia ou noite, o que faz cada com que o jogador pense com cuidado em cada upgrade que vai realizar.
Honestamente? O combate do game é bem básico. Ele conta com um sistema semelhante ao de Kingdom Come: Deliverance, onde os ataques são direcionados e o jogador deve prestar atenção na direção dos golpes dos inimigos para poder desviar ou defender. Também há um sistema de parry, que depois que você domina, o jogo se torna extremamente fácil.
A simplicidade é tanta que…
Ainda no ponto do jogo se tornar extremamente fácil, além de aperfeiçoar o parry, há um ponto na gameplay que, honestamente, você mal utiliza as habilidades disponíveis para Coen, principalmente as de Bruxaria. Isso se dá pelo fato de que, pelo menos na dificuldade padrão, o jogo não oferecer um desafio muito grande nos seus combates após alguns níveis.
Além disso, a árvore de habilidades podia ser mais bem trabalhada sendo uma única árvore para todos os aspectos do personagem. Desse modo, ao chegar no ponto onde as habilidades custam tempo, as escolhas seriam ainda mais cruciais para o jogador. No lugar disso, você precisa apenas melhorar aquilo que você achar melhor para sua gameplay e ignorar completamente o restante.
Bugs dignos de The Witcher 3
Esse é outro ponto bem negativo para The Blood of Dawnwalker. Pelo menos até o momento de postagem dessa análise, o jogo conta com diversos bugs e problemas de desempenho que acabam tirando a imersão do jogador. Em nenhum momento o game chegou a crashar ou o bug deixou o jogo injogável, mas eu me cansei de ver problemas de texturas, frame rates caindo e questões semelhantes.
Esses bugs podem até não atrabalhar a experiência totalmente, mas um personagem surgir com uma T-Pose no meio de uma cutscene extremamente importante para a história é algo que infelizmente faz com que Dawnwalker perca pontos.
Vale a pena?
Sendo o começo de uma saga completamente nova, The Blood of Dawnwalker é um grande acerto da Rebel Wolves. Mesmo com seu combate bem simples, e os bugs aqui e alí, o jogo se destaca com uma história densa, personagens muito bem escritos e um mundo repleto de pontecial para o mundo dos videogames.
*O Cromossomo Nerd agradece a Bandai Namco Brasil e a TheoGames por fornecer uma chave de acesso no PS5 para esta análise.




















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